Um domingo Dificil
Havia planejado para mim um domingo tranqüilo. Internet pela manhã, almoço com a mamãe e assistir a final da Copa a tarde. Isto era tudo o que eu queria, já que no sábado tinha trabalhado bastante, chegando a casa tarde da noite, depois de horas de estrada... (menos mal que era a Raposo Tavares, o que é um alivio em comparação com as outras.).
Mas pela manhã recebi um telefonema de uma amiga muito querida, que mora a alguns quilômetros daqui de Prudente. Aflita, e se desculpando, disse-me que precisava muito conversar comigo. Refiz meus planos e depois de uma estrada tranqüila, chegava lá pela hora do almoço em sua casa.
Acho que convêm chama-la de Ana, que é particularmente um nome que eu adoro...
A Ana e a minha amiga TT são com certeza as duas mulheres mais diretas que eu conheço, já que a mamãe não conta, pois se trata de um caso para estudo... Hehehe
De forma objetiva e sem rodeios, ela me contou os problemas que tem tido com o seu filho mais velho, que também se chama Ricardo. Este, sempre um tanto rebelde, revoltado, foi sempre a maior preocupação de Ana, já que os outros dois nunca deram muito trabalho. Teve para si sempre muito carinho e atenção por parte dos pais. A Ana se separou do “Sargentão” há quatro anos (... o apelido não é um exagero. O cara é um chato), mas isso não influenciou tanto o comportamento do menino, pois desde antes ele “já dava trabalho”.
Nos últimos seis, sete meses, ele largou o “baseadinho” e entrou no corredor escuro do Crack, tornando mais intensos e corriqueiros os problemas em casa. E justamente (... por infeliz coincidência) quando, dispensado do Quartel, começando a trabalhar em uma loja de informática, passou a ter acesso a mais dinheiro, usando em fim mais drogas.
Semana passada o dono da loja esteve na casa da Ana, e muito irritado, ameaçou dar queixa crime do seu filho, pois havia sumido quatro computadores da loja. Muito envergonhada, minha amiga pagou o prejuízo. É claro que ele foi dispensado da loja. Este foi só mais um das muitos prejuízos e confusões causados por ele, o que não preciso citar aqui o que me foram enumerados, pois penso que vocês devem imaginar.
Por fim da conversa, Ana me pediu que eu conversasse com ele, pois achava que eu era a pessoa mais indicada, das que ela conhecia, pois me tem como uma pessoa com a cabeça aberta, jovem. Ela tinha até pensado em um terapeuta, mais achava que “não funcionaria” com o filho. O Ricardo estaria aqui em Prudente na segunda, e eu causei um “probleminha” no meu computador e liguei para ele, para vir aqui dar uma olhada.
Apareceu por aqui por volta das onze da manhã e em minutos solucionou o meu “grande” problema, passando a uma animada conversa comigo. Daí para começarmos a falar das drogas foi um pulo.
Surpreendeu-me maneira clara que ele falava de si e do vicio, pois ele tinha a exata noção do que acontecia.
Mas já em lagrimas me disse que é impossível para ele resistir a vontade, que é algo elouquecedor. E que é algo que o torna capaz de fazer qualquer coisa para obter a droga.
Saiu de casa logo depois, e por recomendação da Ana, lhe disse que acertava depois o serviço. Despediu-se e com um sorriso tomou seu caminho.
Deixou-me pensando...
Destino...
A meu ver é algo que a cada dia construímos, escolhemos os caminhos. Mas é inegável pensar que nada é por acaso. Sou kardecista, e vou mais longe. Penso que seja algo que ele veio para resgatar aqui, para evoluir e apreender. E que seus pais estejam também nesse contesto de Karma e evolução.
Mas sempre vai caber a ele, só a ele, a escolha de tornar esse caminho mais longo o mais curto; de lagrimas ou de sorrisos.
...Preciso ligar para Ana.
(...vai ser difícil...)
Mas pela manhã recebi um telefonema de uma amiga muito querida, que mora a alguns quilômetros daqui de Prudente. Aflita, e se desculpando, disse-me que precisava muito conversar comigo. Refiz meus planos e depois de uma estrada tranqüila, chegava lá pela hora do almoço em sua casa.
Acho que convêm chama-la de Ana, que é particularmente um nome que eu adoro...
A Ana e a minha amiga TT são com certeza as duas mulheres mais diretas que eu conheço, já que a mamãe não conta, pois se trata de um caso para estudo... Hehehe
De forma objetiva e sem rodeios, ela me contou os problemas que tem tido com o seu filho mais velho, que também se chama Ricardo. Este, sempre um tanto rebelde, revoltado, foi sempre a maior preocupação de Ana, já que os outros dois nunca deram muito trabalho. Teve para si sempre muito carinho e atenção por parte dos pais. A Ana se separou do “Sargentão” há quatro anos (... o apelido não é um exagero. O cara é um chato), mas isso não influenciou tanto o comportamento do menino, pois desde antes ele “já dava trabalho”.
Nos últimos seis, sete meses, ele largou o “baseadinho” e entrou no corredor escuro do Crack, tornando mais intensos e corriqueiros os problemas em casa. E justamente (... por infeliz coincidência) quando, dispensado do Quartel, começando a trabalhar em uma loja de informática, passou a ter acesso a mais dinheiro, usando em fim mais drogas.
Semana passada o dono da loja esteve na casa da Ana, e muito irritado, ameaçou dar queixa crime do seu filho, pois havia sumido quatro computadores da loja. Muito envergonhada, minha amiga pagou o prejuízo. É claro que ele foi dispensado da loja. Este foi só mais um das muitos prejuízos e confusões causados por ele, o que não preciso citar aqui o que me foram enumerados, pois penso que vocês devem imaginar.
Por fim da conversa, Ana me pediu que eu conversasse com ele, pois achava que eu era a pessoa mais indicada, das que ela conhecia, pois me tem como uma pessoa com a cabeça aberta, jovem. Ela tinha até pensado em um terapeuta, mais achava que “não funcionaria” com o filho. O Ricardo estaria aqui em Prudente na segunda, e eu causei um “probleminha” no meu computador e liguei para ele, para vir aqui dar uma olhada.
Apareceu por aqui por volta das onze da manhã e em minutos solucionou o meu “grande” problema, passando a uma animada conversa comigo. Daí para começarmos a falar das drogas foi um pulo.
Surpreendeu-me maneira clara que ele falava de si e do vicio, pois ele tinha a exata noção do que acontecia.
Mas já em lagrimas me disse que é impossível para ele resistir a vontade, que é algo elouquecedor. E que é algo que o torna capaz de fazer qualquer coisa para obter a droga.
Saiu de casa logo depois, e por recomendação da Ana, lhe disse que acertava depois o serviço. Despediu-se e com um sorriso tomou seu caminho.
Deixou-me pensando...
Destino...
A meu ver é algo que a cada dia construímos, escolhemos os caminhos. Mas é inegável pensar que nada é por acaso. Sou kardecista, e vou mais longe. Penso que seja algo que ele veio para resgatar aqui, para evoluir e apreender. E que seus pais estejam também nesse contesto de Karma e evolução.
Mas sempre vai caber a ele, só a ele, a escolha de tornar esse caminho mais longo o mais curto; de lagrimas ou de sorrisos.
...Preciso ligar para Ana.
(...vai ser difícil...)






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